sexta-feira, 27 de abril de 2012

Bálsamo

A chaga de mais um dia
Na leveza de mais umas poucas horas.
Vãs, suaves.
Ora hirtas,
Ora espassas.
A distância na invencibilidade do tempo;
Ainda turvo,
Ainda interminável.
Ando por essa vida,
Esmaecendo seu verbo;
Calando a sua pressa;
Morrendo em tuas entranhas.
Dilacero-me.
Sem contexto,
Nem expectativas.
Para o tempo não há segurança,
A memória é o alento do tempo.
O suspiro do passado ainda vivo;
Por suas vozes inquebráveis,
Já me perdi,
Pelo avesso
Dos versos tortos
Da vida.
No conto mais rítmico,
Na vitalidade
Mais visceral,
Nos amores
Mais cegos,
No coração
Mais decassílabo,
Reside a invariável
Pureza da vida.

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