Os poucos novos sambas dizem
O que os velhos gastos ditos ditavam:
O comando do maior
Sob a servência do menor.
Pois onde reflete a luz do ouro
Cava-se o jazigo de mais um outro,
De uma vida rastejada em um pouco,
E quando quisera um pouco mais,
Esgotara-se.
O passo de uma tarde
Também passa a contagem
Dos minutos, últimos
De mais um alguém.
Que se vira na fome,
Na bizarra dança febril
Que se rompe, se gasta,
Corrói.
Mirando no espelho,
A amargura diária,
A insipidez de um sangue
Não mais vermelho.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Um centímetro
Chego em um ponto
Onde não há encontro,
Onde não há desencontro,
Onde não vejo solução.
Chego em um dia
Recamado de agonias,
De silêncio nas alegrias.
De pausas.
Chego em uma noite
De avanços plácidos,
Repletas de trovas
Em vozes ignotas.
Chego em um toque,
Em um motivo torpe,
Num presságio,
Num minuto fadado.
Me acabo em uma rima quebrada,
Em um verso incompleto.
Que me faz desejar
Voltar para o início do meio.
Percorrer as faixas de algum tempo
Em que vivi,
Sem sequer existir.
Me dou em fatos,
Evito os estragos,
Passeio nos presságios,
Para voltar donde eu nunca saio.
Onde não há encontro,
Onde não há desencontro,
Onde não vejo solução.
Chego em um dia
Recamado de agonias,
De silêncio nas alegrias.
De pausas.
Chego em uma noite
De avanços plácidos,
Repletas de trovas
Em vozes ignotas.
Chego em um toque,
Em um motivo torpe,
Num presságio,
Num minuto fadado.
Me acabo em uma rima quebrada,
Em um verso incompleto.
Que me faz desejar
Voltar para o início do meio.
Percorrer as faixas de algum tempo
Em que vivi,
Sem sequer existir.
Me dou em fatos,
Evito os estragos,
Passeio nos presságios,
Para voltar donde eu nunca saio.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Eco(ar)
O passo que pisoteia o chão
É o passo que funda a contradição,
Que inaugura a dúbia visão:
Esquerda, peculiar.
Rompe as ludibriações
De doces imagens
Em sílabas covardes,
Trêmulas.
De uma vida sujeita a viagens,
Formada por encontros,
Quebrada por desencontros,
Manchada de saudades.
De vertigens crescentes,
Em versos frequentes,
Por céus de cinzas,
Cinza de pele.
A fala que ilustra e transpassa
A falência do tato,
A carência dos feitos.
Uma covardia de contar.
O conto que nasce do canto,
De um talvez ,
Uma avenida vespertina
De inatividade e incapacidade.
Voltas longas, largas
Em torno da busca,
Da necessidade,
De algumas poucas palavras.
Uma força, possivelmente, uma emoção
Que acorda nos breves instantes,
Dorme, torce e morre
Em horas frívolas.
Desta lente o empenho,
Contínuo e presente,
É o parto do eco.
A dor no prazer.
É o passo que funda a contradição,
Que inaugura a dúbia visão:
Esquerda, peculiar.
Rompe as ludibriações
De doces imagens
Em sílabas covardes,
Trêmulas.
De uma vida sujeita a viagens,
Formada por encontros,
Quebrada por desencontros,
Manchada de saudades.
De vertigens crescentes,
Em versos frequentes,
Por céus de cinzas,
Cinza de pele.
A fala que ilustra e transpassa
A falência do tato,
A carência dos feitos.
Uma covardia de contar.
O conto que nasce do canto,
De um talvez ,
Uma avenida vespertina
De inatividade e incapacidade.
Voltas longas, largas
Em torno da busca,
Da necessidade,
De algumas poucas palavras.
Uma força, possivelmente, uma emoção
Que acorda nos breves instantes,
Dorme, torce e morre
Em horas frívolas.
Desta lente o empenho,
Contínuo e presente,
É o parto do eco.
A dor no prazer.
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