Chego em um ponto
Onde não há encontro,
Onde não há desencontro,
Onde não vejo solução.
Chego em um dia
Recamado de agonias,
De silêncio nas alegrias.
De pausas.
Chego em uma noite
De avanços plácidos,
Repletas de trovas
Em vozes ignotas.
Chego em um toque,
Em um motivo torpe,
Num presságio,
Num minuto fadado.
Me acabo em uma rima quebrada,
Em um verso incompleto.
Que me faz desejar
Voltar para o início do meio.
Percorrer as faixas de algum tempo
Em que vivi,
Sem sequer existir.
Me dou em fatos,
Evito os estragos,
Passeio nos presságios,
Para voltar donde eu nunca saio.
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