Murmuro aos ecos,
Inóspitos e impérvios,
Galgados à destruição.
Esmeros impregnados
Esvaíssem.
A morte de mais um dia
Dizima a vitalidade,
Enfraquece a tolerância,
Subjulga o âmago.
A mente definha,
Em colo manso
E brado forte.
Nada se faz,
Apenas repousa.
De penumbras furtivas,
Geme o nervo,
O dorso da existência
validada.
Fada realidade,
Em veemência a forma,
Eclode o desequilíbrio.
Pelas bordas,
Secas e quebradiças.
Desvalor!
Constante retração,
De mãos frias,
Olhos lúgubres,
Peito vazio
E voz embargada.
quinta-feira, 29 de março de 2012
domingo, 18 de março de 2012
Monólogo entre quatro paredes.
De hora em hora, venho pôr-me debruçado a esta escrivaninha, admirando a luz amarela e rodopiando a esferográfica. Inquieto, pelos saltos da consciência hiperativa e energética na penumbra da noite.Esse fluxo constante e desafinado de ideias, raciocínios e afins, importuna violentamente o meu bem-estar físico. É exaustivo, degrada a energia e o corpo o qual me pus a viver.
Não me presto a julgar este comportamento ou condená-lo, relato, apenas. Como um mecanismo tranquilizante, cujo o propósito tende a amenizar.
Embora, as noites nubladas tragam niilismos perseverantes, encaro este manifesto compulsivo como um aspecto próprio, pessoal. De mim partem essas ideias insanas, esses prolóquios errantes, essas falas descontextualizadas. Sou eu. Na faceta mais inoportuna e ingrata que há.
Esses minutos eternizam o tráfego incessante. As mãos doem; o corpo reclama; os olhos protestam, mas a mente fala.
Não me presto a julgar este comportamento ou condená-lo, relato, apenas. Como um mecanismo tranquilizante, cujo o propósito tende a amenizar.
Embora, as noites nubladas tragam niilismos perseverantes, encaro este manifesto compulsivo como um aspecto próprio, pessoal. De mim partem essas ideias insanas, esses prolóquios errantes, essas falas descontextualizadas. Sou eu. Na faceta mais inoportuna e ingrata que há.
Esses minutos eternizam o tráfego incessante. As mãos doem; o corpo reclama; os olhos protestam, mas a mente fala.
sexta-feira, 16 de março de 2012
Distraído
Do telhado, vi
O azul mais celeste que tinha,
O branco mais alvo da vida.
Do telhado, vi
Toda pequenez tornar-se mundo.
E toda a vida,
Um grão.
Eu, agora um,
Deito na imprevisibilidade,
Na imposição da incerteza.
Tudo pelo qual seria,
Sempre nunca será,
Ao menos pelo que foi.
Um sorriso,
uma palavra,
dentro de um grão.
O azul mais celeste que tinha,
O branco mais alvo da vida.
Do telhado, vi
Toda pequenez tornar-se mundo.
E toda a vida,
Um grão.
Eu, agora um,
Deito na imprevisibilidade,
Na imposição da incerteza.
Tudo pelo qual seria,
Sempre nunca será,
Ao menos pelo que foi.
Um sorriso,
uma palavra,
dentro de um grão.
sábado, 10 de março de 2012
Dualidade una
A cada passo que se dá, está contido o unilateralismo. É o combustível inicial da realidade, de fato, sua composição. A realidade é criada por vários, vivida por vários e descrita por vários. É pessoal, mutante. Apenas semelhante na pose cognitiva que se faz dela, nos pertence.
A sua idealização, porém, parte de uma ironia. A realidade cria-se através do plano estático, do ambiente onde se está acerca e a observação da relação entre o determinado espaço e o indivíduo. Logo essa análise nasce de uma visão parcial e repleta de valores pessoais sobre ocorrências vividas, adicionando relatividade no uno e íntegro aspecto da factual realidade.
Trata-se de uma convenção que busca uniformizar este “amálgama espaço-temporal” presente nos parâmetros sociais. Um conceito, formalmente, fechado devido sua rigidez idealística, porém híbrido em suas origens.
A realidade passa a ser um olhar único a respeito do múltiplo, e o estudo de suas características é próprio. A contrariedade da realidade evidencia o seu aspecto mais íntimo e básico, o teor humano. Logo, esse sistema de conexão entre espaço e indivíduo parte somente do segundo, marginalizando as situações próprias do espaço, apenas sendo explicitado: o indivíduo.
Esse aspecto configura a maior irregularidade do íntegro plano que norteia a vida de cada ser humano, e descumpre o propósito o qual a realidade foi criada. Sua visão demonstrativa que buscava, de forma coerente, inteirar o ambiente ao ser humano, mostra-se pouco ilustrativa.
A sua idealização, porém, parte de uma ironia. A realidade cria-se através do plano estático, do ambiente onde se está acerca e a observação da relação entre o determinado espaço e o indivíduo. Logo essa análise nasce de uma visão parcial e repleta de valores pessoais sobre ocorrências vividas, adicionando relatividade no uno e íntegro aspecto da factual realidade.
Trata-se de uma convenção que busca uniformizar este “amálgama espaço-temporal” presente nos parâmetros sociais. Um conceito, formalmente, fechado devido sua rigidez idealística, porém híbrido em suas origens.
A realidade passa a ser um olhar único a respeito do múltiplo, e o estudo de suas características é próprio. A contrariedade da realidade evidencia o seu aspecto mais íntimo e básico, o teor humano. Logo, esse sistema de conexão entre espaço e indivíduo parte somente do segundo, marginalizando as situações próprias do espaço, apenas sendo explicitado: o indivíduo.
Esse aspecto configura a maior irregularidade do íntegro plano que norteia a vida de cada ser humano, e descumpre o propósito o qual a realidade foi criada. Sua visão demonstrativa que buscava, de forma coerente, inteirar o ambiente ao ser humano, mostra-se pouco ilustrativa.
sexta-feira, 9 de março de 2012
Oco
Perto do nada
Onde ecoam
Meus dizeres,
O verbo é estático
e incompleto.
O tempo é retrógrado
e finito.
O espaço é descontínuo
e disforme.
Implode o sentimentalismo,
Afasta-se a confortabilidade,
E muda-se o sentido.
Nas metades e pelos inversos,
Passea o som
da minha vida.
Onde ecoam
Meus dizeres,
O verbo é estático
e incompleto.
O tempo é retrógrado
e finito.
O espaço é descontínuo
e disforme.
Implode o sentimentalismo,
Afasta-se a confortabilidade,
E muda-se o sentido.
Nas metades e pelos inversos,
Passea o som
da minha vida.
Exclusão Natural
Há vida,
Plural,
Diversa,
Singular,
Própria.
Fazem-se palavras,
Gestos,
Olhares.
Mas não há espaço para o desconcerto,
Para o roto,
Para o impróprio,
Para o despedaço.
Ocorre emancipação pela órbita,
Desagregação do apego moral,
Da vítima da condição,
Da alma.
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