sábado, 10 de março de 2012

Dualidade una

   A cada passo que se dá, está contido o unilateralismo. É o combustível inicial da realidade, de fato, sua composição. A realidade é criada por vários, vivida por vários e descrita por vários. É pessoal, mutante. Apenas semelhante na pose cognitiva que se faz dela, nos pertence.
  A sua idealização, porém, parte de uma ironia. A realidade cria-se através do plano estático, do ambiente onde se está acerca e a observação da relação entre o determinado espaço e o indivíduo. Logo essa análise nasce de uma visão parcial e repleta de valores pessoais sobre ocorrências vividas, adicionando relatividade no uno e íntegro aspecto da factual realidade.
  Trata-se de uma convenção que busca uniformizar este “amálgama espaço-temporal” presente nos parâmetros sociais. Um conceito, formalmente, fechado devido sua rigidez idealística, porém híbrido em suas origens.
  A realidade passa a ser um olhar único a respeito do múltiplo, e o estudo de suas características é próprio. A contrariedade da realidade evidencia o seu aspecto mais íntimo e básico, o teor humano. Logo, esse sistema de conexão entre espaço e indivíduo parte somente do segundo, marginalizando as situações próprias do espaço, apenas sendo explicitado: o indivíduo.
  Esse aspecto configura a maior irregularidade do íntegro plano que norteia a vida de cada ser humano, e descumpre o propósito o qual a realidade foi criada. Sua visão demonstrativa que buscava, de forma coerente, inteirar o ambiente ao ser humano, mostra-se pouco ilustrativa.

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