quinta-feira, 29 de março de 2012

Cianeto

Murmuro aos ecos,
Inóspitos e impérvios,
Galgados à destruição.

Esmeros impregnados
Esvaíssem.
A morte de mais um dia
Dizima a vitalidade,
Enfraquece a tolerância,
Subjulga o âmago.

A mente definha,
Em colo manso
E brado forte.
Nada se faz,
Apenas repousa.

De penumbras furtivas,
Geme o nervo,
O dorso da existência
validada.

Fada realidade,
Em veemência a forma,
Eclode o desequilíbrio.
Pelas bordas,
Secas e quebradiças.

Desvalor!
Constante retração,
De mãos frias,
Olhos lúgubres,
Peito vazio
E voz embargada.

Nenhum comentário:

Postar um comentário