Os poucos novos sambas dizem
O que os velhos gastos ditos ditavam:
O comando do maior
Sob a servência do menor.
Pois onde reflete a luz do ouro
Cava-se o jazigo de mais um outro,
De uma vida rastejada em um pouco,
E quando quisera um pouco mais,
Esgotara-se.
O passo de uma tarde
Também passa a contagem
Dos minutos, últimos
De mais um alguém.
Que se vira na fome,
Na bizarra dança febril
Que se rompe, se gasta,
Corrói.
Mirando no espelho,
A amargura diária,
A insipidez de um sangue
Não mais vermelho.
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