Quando em tuas agonias
Afogas-te em desespero,
Quando em tua noite
Não houver manto estrelado;
Diz-me.
Quando em teus prantos
Não houver mais ar,
E o ar que respiras ferir-te.
Diz-me.
Quando o ardente Sol dourado
Parecer-lhe Lua gélida vazia,
Diz-me.
Quando as doces semanas
Transformarem-se em meses áridos,
Diz-me.
Diz-me teus preconceitos,
Teus defeitos,
Teus desejos,
Teus segredos.
Diz-me sobre teus dias azuis,
Como o céu de verão,
Cativo e resplandecente.
Diz-me sobre teu coração,
Altivo e frágil.
Sobre tua razão,
Excêntrica e exótica.
Sobre tua cautela,
Maníaca e incerta.
Sobre teus afagos,
Extensos e sutis.
Diz-me o teu quereres
Que "ganha liberdade na amplidão".
Diz-me onde passea a tua vida,
Que digo como a minha se juntará a tua.
muito bom curti...voce escreve muito bem!!!
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