Naquela casa mora um certo moço
Que não diz nada,
Não se sabe o nome.
Esse certo moço,
Que não é menino nem homem,
Anda sem precisão.
A noite volta, sem sombra.
Traz consigo a sua assinatura,
A solidão de seus pensamentos.
Naquele moço
Pulsa um certo coração
Que de tão rugoso já não bate por alguém.
Aquele certo moço
Esquece-se de se esquecer
De umas certas outras vidas.
O moço já não aparece mais.
Talvez, de certa maneira,
Tenha ido viver mais errado.
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