segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Um Certo Moço.

Naquela casa mora um certo moço
Que não diz nada,
Não se sabe o nome.

Esse certo moço,
Que não é menino nem homem, 
Anda sem precisão.

A noite volta, sem sombra.
Traz consigo a sua assinatura,
A solidão de seus pensamentos.

Naquele moço
Pulsa um certo coração
Que de tão rugoso já não bate por alguém.

Aquele certo moço
Esquece-se de se esquecer
De umas certas outras vidas.

O moço já não aparece mais.
Talvez, de certa maneira,
Tenha ido viver mais errado.

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