sábado, 18 de agosto de 2012

Não leia

Se por acaso minhas mãos fincarem,
E então meus braços firmarem,
Não toque.

Minha voz estilhaçada, seca,
Aluviada pelas tormentas.
Não diga.

Inquieto, inapto a se conjurar
Resilente nessas passagens obrigatórias
Onde se diz haver...

A profusão das negações,
As inquietações das minhas incertezas,
As origens dos meus hiatos.

Não me reprove,
Com essas vozes altivas,
Com essa razão egoísta.

Não me prove,
Com essas frases amassadas,
Com suas ludibriações enfadadas.

Não questione,
As incertezas dos meus rumos,
O futuro dos meus paradeiros.

Se não permaneces comigo,
Leva planos consigo,
Não leia.

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